segunda-feira, março 03, 2008

um cisne de pão

Persépolis
Marjane Strapi + Vincent Paronnaud
O que as pessoas dizem é: "Não fazíamos ideia de que era assim". Isto quer dizer apenas uma coisa: "Não sabíamos que havia seres humanos que viviam lá". Porque hoje, no Irão, estamos reduzidos a noções abstractas. Falam de nós como terceiro-mundistas, médio-orientais, terroristas, fanáticos. As pessoas esquecem-se que por trás disto há pessoas, que têm pais, que têm filhos, que têm amores, que têm esperança. (...) Se há uma mensagem neste filme é, justamente, retornar tudo a um nível individual, humano.
Marjane S., em entrevista ao ípsilon
22 de Fevereiro de 2008

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7 Comments:

Anonymous Anónimo said...

uma bengala persa:
sabias q persepolis era a capital do antigo império Persa?:P

04 março, 2008 13:07  
Blogger André Dias said...

creio que basta um só dos filmes imensos de Abbas Kiarostami para ficar a amar o Irão e o seu povo...

04 março, 2008 16:27  
Blogger un dress said...

arrepiante, esse real alheamento...



e sim, abbas k é magnífico!

a poesia de um povo entranhada.

.expressada! :)

05 março, 2008 00:25  
Blogger icendul said...

dona bengala:fiquei a pensar no título, com hesitações, vejo que antes de procurar resposta me veio o esclarecimento histórico:P danke;)
[e mto folgou a família em bebericar o vinho roxo oferecido pelo natal: duriense, com um adocicado sui generis!obrigada*]

andré: do kiarostami só vi o "10". aquela telha inicial do filho desconcertou-me para a sessão inteira,pq estava num dia biograficamente complicado e enfiei-me no cinema, ainda o nun'álvares era vivo. sem conseguir atenuar satisfatoriamente a minha própria telha, lembro-me de ter tido uma assitência injusta ao filme, enfim... terei de o rever e ver outros. o "persépolis", não fosse sobre uma rapariga iraniana, não teria a relevância que acaba por ter,pq a narrativa não é excepcional, mas a riqueza, a meu ver, está exactamente nesse simplicidade "expositora". fui vê-lo exactamente pelo que explica a realizadora no excerto que citei;)

un dress: terei de investir nuns dvd's do senhor:)

05 março, 2008 17:22  
Blogger André Dias said...

a telha inicial do filho pode ser
perturbadora, embora a mim me tenha impressionado no bom sentido. aquela opressão dos pais pelos filhos! e não há miúdos actores como no irão... talvez o melhor filme para entrar neste autor seja o primeiro da "trilogia das oliveiras", «khane-ye doust kodjast?/onde fica a casa do meu amigo?» (1987), que é um filme lindíssimo sobre as angústias da infância (de que tive a minha dose). mas a obra-prima matriz de kiarostami é «nema-ye nazdik/close up» (1990), que foi editado por cá há pouco tempo. este pode ser que se arranje ;)

05 março, 2008 21:46  
Anonymous Anónimo said...

.
sim, porque generalizar é um caminho fácil e perigoso.
.

05 março, 2008 23:44  
Anonymous Anónimo said...

a bengala do Xá:
Vinho Roxo? :-S
Ah,Quinta de Valbom de Cima, certo?
Folgo saber q gostaste!*

06 março, 2008 12:58  

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