à janela II
hoje de manhã tive de passar pela mesma rua. o homem estava a fechar a janela, recolhendo-se e recolhendo consigo o adorno humano daquele ângulo da casa. se o vir no passeio, de frente e corpo inteiro, vertical, não o identifico, decerto: não lhe conheço senão o tronco e o rosto, oblíquos ao parapeito. se ele soubesse a tela que o seu perfil inspira.
1 Comments:
Ah...se tantos soubessem que perfis nos inspiram...esses pedaços que alcançamos e 'inalcançamos'...Belo texto! Abraços
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